O vice-presidente dos EUA, JD Vance, não conseguiu fornecer um prazo para o fim da guerra com o Irã nem uma data em que os preços da gasolina poderiam cair abaixo dos níveis anteriores ao conflito; em vez disso, sugeriu que cabia ao Irã encerrar o conflito, iniciado há seis meses com ataques aéreos conjuntos dos EUA e de Israel.
Durante um discurso na Casa Branca nesta quinta-feira (3), Vance argumentou que as hostilidades atuais nem sequer deveriam ser chamadas de “guerra”, uma vez que as “operações de combate ativo” terminaram meses atrás.
“Neste momento, não há troca de tiros ativa”, insistiu Vance, apesar de três dias consecutivos nesta semana em que os EUA e o Irã trocaram disparos, inclusive nas imediações do Estreito de Ormuz.
A descrição da situação no Oriente Médio como um combate ocasional e de baixa intensidade indicava que o governo tenta deixar a guerra para trás, a dois meses de eleições de meio de mandato, mesmo enquanto as forças armadas dos EUA continuam a atacar ativamente posições iranianas.
Dados atualizados do Pentágono nesta quinta-feira mostraram que 790 militares americanos ficaram feridos e 18 morreram desde o início do conflito, no final de fevereiro.
