A soja conseguiu reverter a pressão registrada no início do pregão e terminou esta quinta-feira (03) em alta na Bolsa de Chicago, apoiada principalmente pela valorização do farelo. O contrato com vencimento em novembro avançou 0,46% e fechou a US$ 13,16 por bushel.
De acordo com a Agrinvest, o farelo ganhou força diante da piora nas condições das lavouras americanas e ajudou a sustentar o complexo da soja. O óleo, por outro lado, permaneceu no campo negativo e limitou uma alta mais expressiva da oleaginosa, apesar de também ter reduzido parte das perdas ao longo da sessão.
A soja também encontrou suporte em novas compras chinesas e no ritmo acelerado de comercialização da safra 2026/27. A demanda ajudou a compensar parte da pressão vendedora exercida pelos fundos de investimento, que segue mais intensa no mercado de commodities agrícolas, especialmente no trigo.
Entre os fatores que limitaram a valorização, está justamente a atuação dos especuladores, além da proximidade do início da colheita nos Estados Unidos. Com o avanço dos trabalhos no campo, a expectativa de entrada de uma nova oferta tende a ganhar cada vez mais influência sobre as cotações nas próximas semanas.
Segundo a Granar, a queda do petróleo continua refletindo as preocupações com as isenções concedidas pela EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) a pequenas refinarias que solicitaram dispensa das exigências obrigatórias de mistura de biocombustíveis.
