A alta cúpula do PSD avalia que o crescimento repentino de Augusto Cury (Avante) na disputa pela Presidência da República pode ter relação com uma atuação coordenada nas redes sociais, incluindo o possível uso de robôs e perfis impulsionados para aumentar o engajamento em torno do candidato, conforme apuração da reportagem da Jovem Pan.
A avaliação, feita nos bastidores do partido de Gilberto Kassab, é de que a forte exposição digital teria ajudado Cury a ganhar visibilidade, atrair eleitores e avançar nas pesquisas de intenção de voto. Não há, porém, até o momento, comprovação de que o candidato ou sua campanha tenham contratado robôs ou pago influenciadores de forma irregular.
PF investiga o caso
O movimento chama ainda mais atenção dentro do PSD e de outras siglas porque ocorreu ao mesmo tempo em que Cury ultrapassou Caiado e outros candidatos que tentam ocupar o espaço de terceira via na disputa presidencial.
As suspeitas sobre a origem do engajamento ganharam força depois que páginas de grande alcance que publicaram conteúdos favoráveis a Cury foram relacionadas a outra investigação conduzida pela Polícia Federal.
A PF apura a atuação de influenciadores que teriam recebido dinheiro para promover uma campanha coordenada contra o Banco Central durante a crise envolvendo o Banco Master.
Isso não significa, no entanto, que a investigação da PF tenha identificado pagamento da campanha de Cury a esses perfis.
