O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) exonerou o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (União Brasil) do cargo de Delegado da Polícia Civil nesta quinta-feira (3), em despacho assinado pelo mandatário estadual.
Conhecido como Delegado Da Cunha nas redes sociais, o parlamentar respondia a processo disciplinar desde 2020, após forjar a gravação de um vídeo com sequestro nas redes sociais.
Investigado pela Corregedoria da Polícia Civil, a corporação o responsabilizou por abuso de autoridade e constrangimento ilegal durante uma operação em 2020 em São Paulo. Após passar pela corregedoria, o Conselho da Polícia Civil decidiu pela demissão do delegado.
O fator determinante foi que Da Cunha chegou atrasado em uma ação policial que desbaratinou um cativeiro, libertando a vítima e prendendo o sequestrado. Após a ação, Da Cunha reencenou a operação para que ela fosse filmada e divulgada em suas redes sociais.
Além do julgamento interno, a Justiça comum o acusou de abuso de autoridade e constrangimento ilegal após simular o flagrante.
Em fevereiro deste ano, o MP (Minsitério Público) o acusou e levou para a Justiça, que o tornou réu. O caso ainda não foi julgado.
A demissão do parlamentar foi recomendada pela Polícia Civil, que ficou em análise na AJG (Assessoria Jurídica do Governo). O ex-governador Rodrigo Garcia (à época no PSDB) teve o processo em mãos para avaliação por pelo menos um mês até ser transferido ao seus sucessor, Tarcísio de Freitas.
