Uma missão ambiciosa com objetivo de revelar os segredos do planeta menos explorado do sistema solar, está dando o primeiro grande passo, rumo ao seu destino cósmico, após uma longa jornada.
A missão contém, um esforço conjunto entre a Agência Espacial Europeia e a Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, que pretende usar dois satélites complementares para revelar informações sobre como Mercúrio se formou e evoluiu tão perto do Sol.
A missão foi lançada por um foguete Ariane 5 do Centro Espacial Europeu, perto de Kourou, na Guiana Francesa, em outubro de 2018. Desde então, percorreu mais de 10 bilhões de quilômetros.
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A sonda BepiColombo recebeu esse nome em homenagem ao engenheiro e matemático italiano Giuseppe “Bepi” Colombo, que estudou a peculiar rotação de Mercúrio e propôs trajetórias que possibilitaram os primeiros sobrevoos da Nasa ao planeta em 1974.
A Terra está cerca de 10 vezes mais perto de Mercúrio do que de Júpiter, mas a sonda BepiColombo demorou mais tempo para chegar ao pequeno planeta do que missões anteriores, como a Galileo e a Juno, que se dirigiram ao maior planeta do nosso sistema solar exterior.
“Você pode ir mais rápido para Mercúrio se seguir uma rota direta”, disse Frank Budnik, gerente de dinâmica de voo da missão BepiColombo na ESA. “Mas o problema é que queremos inserir a espaçonave em uma órbita em relação a Mercúrio.
