Os ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura divulgaram uma nota conjunta nesta quinta-feira (3) na qual criticaram a entrada em vigor do veto à venda de carne brasileira para a União Europeia e afirmaram que o país "reserva-se o direito de recorrer aos instrumentos cabíveis para assegurar condições equilibradas de comércio, inclusive às medidas de reciprocidade".
O texto acrescenta ainda que o governo brasileiro espera que "o diálogo técnico em curso permita alcançar solução célere, objetiva, transparente e fundamentada em critérios científicos".
"Durante as reiteradas gestões e encontros realizados no período, as autoridades brasileiras manifestaram sua indignação com a ausência de diálogo prévio à adoção de medida- o que não condiz com a profundidade da parceria estratégica entre Brasil e União Europeia -, e insistiram em solução célere da questão, mediante o aprofundamento do intercâmbio técnico e o fornecimento das informações adicionais solicitadas pela parte europeia", diz o texto.
UE veta carne do Brasil a partir de 3 de Setembro
O veto à carne brasileira pela União Europeia passou a valer nesta quinta. O principal argumento é que produtores do país descumprem as regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.
Essas substâncias são usadas para tratar infecções em animais, mas o bloco proíbe seu uso como promotor de crescimento. Além disso, não permite o uso de antimicrobianos reservados ao tratamento de seres humanos.
Governo critica início do veto à venda de carne brasileira para União Europeia e cita possibilidade de 'medidas de reciprocidade'
