Embora as chamadas pautas de costume estejam mais de lado nessas eleições de 2026, o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem resgatado alguns aspectos delas ao destacar o peso de indicações presidenciais para novos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Flávio já ressalta que o próximo presidente da República deverá ter o direito de indicar ao menos quatro novos ministros do Supremo. Por isso, para a direita, o pleito de outubro poderá definir a vertente ideológica dominante da Suprema Corte pelas próximas décadas.
Sobretudo em meio à crise pelo qual o STF atravessa, a perspectiva é usada como argumento para tentar convencer os eleitores de direita da importância de se ter ministros alinhados com o que acreditam ser certo.
O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a reforçar que, se eleito, por exemplo, vai indicar “homens e mulheres contra o aborto, contra as drogas e que respeitem a propriedade privada”.
Ainda, futuros ministros que “voltem a respeitar a Constituição”, num momento em que o ministro do STF Alexandre de Moraes está na mira por possíveis diálogos suspeitos com o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro.
A campanha de Flávio tem como motes a família e a segurança pública, mas não tem a proibição do aborto ou a discussão da legalização de determinadas drogas como eixos centrais.
Não são temas em que Flávio costuma martelar ao longo dos discursos, ao contrário da campanha de seu pai em 2018.
