O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, no final de agosto, ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que criou relações com pessoas influentes da política e promoveu eventos como uma forma de se proteger de pressões que dizia sofrer no mercado financeiro.
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O ex-banqueiro, que foi dono do Banco Master, liquidado em novembro passado sob acusação de operações fraudulentas, afirmou que não pretendia se apresentar como vítima. Segundo ele, a aproximação com autoridades e figuras relevantes ocorreu diante do receio de sofrer retaliações de concorrentes. “Eu fiz eventos do banco, fiz interações, sempre com o intuito de me proteger contra a investida dessas pessoas."
Na sequência, Vorcaro disse que essas iniciativas acabaram produzindo uma rede de relacionamentos com pessoas de diferentes áreas. “Essas medidas de defesa que eu fiz, doutor, elas se traduziram em relações e relacionamento com pessoas relevantes, porque eu tinha medo das retaliações que poderiam acontecer."
Segundo ele, a pressão sobre o Banco Master era tão intensa que ele chegou a considerar deixar o mercado. Vorcaro disse que pretendia sobreviver àquele ambiente e evitar que seus negócios fossem atingidos pelas disputas com concorrentes.
O ex-banqueiro também reconheceu que algumas de suas condutas poderiam ser consideradas ilícitas.
