O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que sofreu ameaças e tortura na prisão para não fechar um acordo de delação premiada. Relatou que foi deixado “em um caixote por 6 horas”.
“Nos transportes, desde a 1ª vez, não somente com questões físicas, de torturas, de me deixarem em um caixote por 6 horas, sem ar, suando, um transporte para pegar um transporte aéreo. E aí, quando eu abro a porta, eu já recebo uma fala: ‘Isso que dá, você vai querer falar disso do chefe? Vai acontecer isso’. Isso em um transporte, quando eu saí de São Paulo, que ia vir para Brasília”, declarou Vorcaro em depoimento.
O fundador do Master foi ouvido no gabinete de Mendonça no dia 27 de agosto. Segundo o ministro, “o depoimento foi realizado por requerimento expresso da defesa do depoente, que relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”. Nenhum integrante da PF participou.
O depoimento foi conduzido por um juiz auxiliar de Mendonça, acompanhado por integrante do Ministério Público e pela equipe de defesa de Vorcaro. Na 4ª feira (2.set.2026), a Procuradoria Geral da República pediu o arquivamento do depoimento por considerar que o fundador do Master não apresentou provas para comprovar a “intimidação”.
