José Roberto Arruda (PSD)cumpre agenda de campanha no sábado (28).
TV Globo/reprodução
As impugnações apresentadas contra as candidaturas de José Roberto Arruda (PSD), Eduardo Cunha (Republicanos) e Anthony Garotinho (Republicanos) colocaram as mudanças feitas na Lei da Ficha Limpa em 2025 no centro da disputa eleitoral deste ano.
Arruda tenta concorrer ao governo do Distrito Federal; Garotinho, ao governo do Rio de Janeiro; e Cunha, a uma vaga de deputado federal por Minas Gerais. Os três tiveram os registros questionados na Justiça Eleitoral por condenações ou sanções anteriores.
Um desses casos pode ter uma primeira definição ainda nesta quinta-feira (3). O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) julga o pedido de registro da candidatura de Arruda. Como o processo envolve regras alteradas pela nova Lei da Ficha Limpa, a decisão não deve encerrar a disputa: se o registro for deferido, o Ministério Público Eleitoral poderá recorrer ao TSE; se for indeferido, a defesa do ex-governador também poderá apresentar recurso.
A pesquisa mais recente da Quaest mostra o ex-governador do DF em segundo lugar na disputa pelo governo distrital, com 20% das intenções de voto. Celina Leão (PP) lidera, com 34%, e Leandro Grass (PT) aparece em terceiro, com 13%.
Os casos de Arruda, Garotinho e Cunha envolvem situações jurídicas diferentes, mas têm um ponto em comum: a definição do período pelo qual uma pessoa fica impedida de disputar eleições após uma cassação ou condenação.
Impugnações de Arruda, Cunha e Garotinho testam novas regras da Ficha Limpa enquanto STF analisa validade das mudanças
