O antigo Coliseu de Roma, onde gladiadores eram outrora atacados por animais selvagens para o deleite das multidões que aplaudiam, nunca esteve exatamente associado à segurança. Até mesmo na ficção, a protagonista de Henry James, “Daisy Miller”, sucumbiu à malária contraída durante uma visita noturna ao anfiteatro.
Hoje, o perigo ganhou um toque mais moderno. Em julho, um grupo de cerca de 50 jovens deixou policiais feridos em um ataque que envolveu o lançamento de fogos de artifício. As autoridades afirmam que o incidente fez parte de um padrão de aumento da criminalidade nos arredores da área histórica.
Em uma tentativa de reverter os problemas de segurança no Coliseu, as autoridades de Roma declararam agora a área ao redor do monumento como uma “zona vermelha”, o que significa que um reforço da segurança foi mobilizado, com poderes ampliados para proteger moradores e turistas. As autoridades atribuíram os problemas recentes a “crimes predatórios e tráfico de drogas” relacionados à degradação urbana. A zona permanecerá em vigor até 24 de dezembro.
Também foi reforçada a segurança nas proximidades da principal estação ferroviária da cidade, a Termini, da Basílica de São Pedro e da Basílica de Santa Maria Maior, que registrou um aumento no número de visitantes desde que o papa Francisco foi sepultado em um túmulo no local, em abril de 2025.
A nova zona vermelha contará com uma presença reforçada da polícia local 24 horas por dia, além da presença de militares.
