BRASIL - O ministro Gilmar Mendes defendeu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a retirada de delegados da Polícia Federal (PF) que atualmente trabalham nos gabinetes de integrantes da Corte. A proposta foi apresentada nesta quinta-feira (3), em meio à crise provocada pelos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
Gilmar e Fachin conversaram sobre a situação interna do tribunal após a PF identificar o ministro Alexandre de Moraes como interlocutor do ex-banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens apreendidas durante as investigações.
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A presença de delegados da PF nos gabinetes do STF já era discutida por Gilmar antes da atual crise, mas o tema ganhou força diante dos questionamentos sobre a atuação dos policiais que auxiliam diretamente ministros na condução de inquéritos.
Gilmar questiona presença da PF nos gabinetes
Na avaliação de Gilmar Mendes, a presença de integrantes da PF nos gabinetes pode criar uma relação inadequada entre investigadores e ministros responsáveis pela condução das investigações.
Um dos questionamentos levantados durante a atual crise envolve justamente o grau de influência que policiais cedidos podem exercer sobre a condução das apurações.
Atualmente, seis delegados da Polícia Federal estão cedidos ao STF. Quatro trabalham diretamente nos gabinetes de ministros e um atua na área de segurança da Corte.
