A Cordilheira do Himalaia, onde está localizado o Monte Everest, surgiu a partir do choque entre duas placas tectônicas iniciado há mais de 88 milhões de anos.
Essa colisão explica não apenas a formação das maiores altitudes do planeta, mas também a alta frequência de terremotos na região.
Durante a fragmentação do supercontinente Pangeia, a Placa Indo-Australiana deslocou-se do sul em direção ao norte até colidir fortemente contra o continente asiático.
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Esse impacto extremo fez a crosta terrestre se elevar, gerando uma cadeia de 2.500 quilômetros de extensão que hoje divide países como China, Índia, Paquistão, Butão e Nepal.
Por que ocorrem tantos terremotos?
O relevo do Himalaia não é estático; a formação rochosa permanece em constante movimento. Esse deslocamento contínuo acumula energia nas rochas e, ao ser liberada de forma repentina, provoca os abalos sísmicos que afetam a região.
O processo geológico é idêntico ao que ocorre na América do Sul, onde o mergulho da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana gerou a Cordilheira dos Andes, mantendo a ocorrência de tremores frequentes em países vizinhos.
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