A suspensão das exportações de carne bovina para a União Europeia pode obrigar Mato Grosso a redirecionar um mercado que, embora represente apenas 3,4% do volume vendido pelo estado, paga 34,7% a mais por tonelada que a China.
De acordo com o IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária do Mato Grosso), a União Europeia não é o principal destino da carne bovina mato-grossense em volume, mas representa um mercado relevante para um estado com forte perfil exportador.
Conforme os dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Mato Grosso enviou 20,37 mil toneladas equivalente carcaça ao bloco entre janeiro e julho deste ano, o equivalente a 3,43% das exportações de carne bovina do estado. A receita chegou a US$ 130,51 milhões, ou 4,65% do faturamento obtido com as vendas externas.
O peso do mercado europeu, no entanto, é maior quando se considera o preço recebido. No período, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.407,87 por tonelada de carne bovina de Mato Grosso, 34,7% acima dos US$ 4.756,10 pagos pela China.
Para Cleiton Gauer, superintendente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, o primeiro impacto é justamente a perda desse espaço comercial e a necessidade de encontrar rapidamente outro destino para a carne.
“Primeiro ponto é a perda de mercado importante. Não é o maior mercado do estado de Mato Grosso, mas é um mercado que representa 3,4%.
