O empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master, afirmou que sofreu tortura psicológica, maus-tratos e ameaças de morte enquanto esteve preso. O objetivo dos ataques seria impedi-lo de firmar um acordo de delação premiada. Parte das intimidações teria sido direcionada à mãe dele, já idosa, por meio de alguns e-mails.
Vorcaro fez o relato durante depoimento a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao qual Oeste teve acesso. Participou um procurador da República, sem a presença da Polícia Federal (PF).
Além disso, de acordo com o empresário, agentes responsáveis por sua escolta teriam afirmado que ele permaneceria preso para sempre, caso falasse sobre o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Vorcaro também relatou que teve os olhos vendados durante uma transferência entre estabelecimentos prisionais e que passou calor dentro de um camburão.
Ele comparou a situação pela qual passou à do ditador Nicolás Maduro após a captura pelos Estados Unidos.
PF e PGR dizem que Vorcaro não apresentou fatos concretos
O ex-banqueiro afirmou ainda acreditar que a PF recusou três tentativas de negociação de uma delação premiada porque uma eventual colaboração poderia mencionar Rodrigues.
Segundo a Polícia Federal e a PGR, Vorcaro não apresentou fatos concretos que caracterizassem maus-tratos. O ex-banqueiro estaria supostamente buscando criar condições para uma nova negociação de colaboração premiada.
