BRASIL - Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como 'Mineiro', apresentou à PGR uma delação que detalha repasses suspeitos para o filme de Bolsonaro. O empresário é investigado por intermediar repasses ao filme de Bolsonaro. Ele é dono da Entre Investimentos e Participações, empresa liquidada pelo Banco Central no início deste ano, e é investigado por atuar como intermediário em repasses financeiros para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo investigadores, Freixo Júnior captava moeda para viabilizar pagamentos em dinheiro vivo, em esquema envolvendo o filme de Bolsonaro. A proposta de colaboração premiada foi assinada simultaneamente ao acordo de João Carlos Mansur, proprietário da gestora Reag, no âmbito das apurações do chamado "caso Master".
O ministro André Mendonça, relator no STF, ainda não possui um prazo definido para decidir sobre a homologação da delação envolvendo Bolsonaro.
Triangulação financeira e liquidação do Banco Central
Relatórios do Coaf mostram que a Entre Investimentos recebeu R$ 159,2 milhões de fundos investigados por fraudes no Banco Master, incluindo R$ 139,2 milhões da Sefer Investimentos.
Sefer Investimentos: Responsável pela maior fatia dos repasses, somando R$ 139,2 milhões. A empresa foi alvo da 2ª fase da Operação Compliance Zero por suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Fundo Gold Style: Administrado pela Reag, transferiu R$ 20 milhões à Entre.
