A Meta deixou de vincular o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) às avaliações de desempenho de seus funcionários, ao mesmo tempo em que amplia os testes internos do Hatch, seu novo agente de IA capaz de executar tarefas de forma autônoma em computadores. A mudança foi comunicada aos funcionários nesta semana e representa um recuo na pressão interna para que os trabalhadores aumentassem o uso de sistemas de IA, segundo informações obtidas pela revista Wired com três funcionários da empresa.
Até então, a Meta avaliava o chamado “impacto impulsionado por IA”, critério que considerava o quanto os funcionários utilizavam chatbots e agentes para melhorar suas atividades. A prática estava relacionada a classificações como “Nativo em IA”, “Prioridade à IA” e “Habilitado por IA”, de acordo com informações citadas pela Wired e com um processo judicial apresentado em julho por cerca de duas dezenas de funcionários demitidos pela companhia em maio.
Os trabalhadores alegam que a política prejudicou funcionários em licença médica e familiar, que não conseguiam acumular tempo de uso das ferramentas. A Meta negou as acusações no processo.
Meta muda critérios enquanto amplia testes do Hatch
As novas diretrizes substituem referências ao “uso de IA” e à classificação de funcionário “nativo de IA” por uma formulação mais ampla, segundo a Wired. O documento afirma que os resultados esperados “podem ser alcançados por meio de IA ou outros meios”.
