Os veículos elétricos ou híbridos devem chegar a 31% da frota brasileira em 2035, com impactos diretos no mercado de combustíveis (derivados de petróleo ou etanol) e até na arrecadação de impostos, segundo estudo do Bradesco BBI divulgado nesta quinta-feira (3).
As vendas de eletrificados alcançaram 212 mil unidades, de janeiro a julho, e vêm ganhando participação ano a ano no mercado.
Hoje os elétricos e híbridos representam 16% das vendas, quatro vezes mais do que em 2023. No entanto, ainda representam uma parcela relativamente pequena da frota total: apenas 3% dos 36,5 milhões de veículos rodando nas ruas do país.
Conforme projeções do Bradesco BBI, esse “share” deverá crescer gradualmente na próxima década. Sobe para 10% em 2029, vai a 20% em 2032 e atinge 31% da frota em circulação em 2035.
Estudo: Tarifa Branca pode elevar economia de veículo elétrico para até 76%
CMU entra no setor de mobilidade elétrica e prevê 100 eletropostos até 2027
Carga a cada 45 km: MG terá corredor de recarga rápida em rodovias
O estoque de veículos a combustão permanecerá dominante em razão da idade do parque circulante e do lento ciclo de renovação da frota, afirma o banco em relatório distribuído a clientes, mas os eletrificados serão mais de metade das novas vendas no fim do período analisado.
