BRASIL, Lula intensificou a pressão nesta quinta-feira (3) para que o Senado vote o fim da Esacala 6x1, após manobras da oposição travarem a PEC. Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo criticou a ausência da pauta no plenário do Senado e responsabilizou a oposição, sob liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por articular o adiamento da apreciação do texto.
"Enquanto tentávamos avançar com a PEC que acaba com a jornada 6x1 no Senado, a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor nessa corrida presidencial, atuava para impedir o avanço da pauta", declarou o presidente.
A reação de Lula ocorre um dia após a proposta passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, na quarta-feira (2). Embora o texto estivesse pronto para votação final no último esforço concentrado antes do primeiro turno das eleições, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não pautar a matéria.
A estratégia da oposição e a falta de voto
A decisão de congelar a tramitação ocorreu por falta de garantia de quorum qualificado para aprovação de uma Emenda Constitucional. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), confirmou que o próprio Alcolumbre consultou a base aliada sobre o mapa de votos antes de abrir a sessão.
"Houve um movimento bem-sucedido da oposição, liderado pelo senador Flávio e pelo líder da oposição, senador Rogério Marinho.
