A jornalista e ícone feminista americana Gloria Steinem morreu aos 92 anos, anunciou sua fundação em um comunicado divulgado nesta quinta-feira (3).
Steinem iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960, quando muitas mulheres ainda precisavam da permissão de seus maridos para abrir uma conta bancária.
Naquela época, ela se infiltrou no clube Playboy e escreveu uma reportagem investigativa sobre o sexismo generalizado enfrentado pelas garçonetes “coelhinhas”.
“Gloria Steinem faleceu pacificamente em sua casa em Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam”Gloria’s Foundation em um comunicado publicado no Instagram, sem especificar a causa da morte
A ex-secretária de Estado Hillary Clinton a elogiou como uma pioneira que “abriu portas não apenas para si mesma, mas para milhões de mulheres” e disse que “seu ativismo era fundamentado no otimismo”.
Segundo Steinem, o despertar feminista ocorreu durante uma reunião em 1969, na qual um grupo de mulheres falou abertamente sobre a experiência do aborto.
“Isso deu sentido à minha própria experiência. Eu tinha feito um aborto e não tinha contado a ninguém”, escreveu mais tarde na New York Magazine.
O médico que realizou seu aborto em 1957, em Londres, quando ainda era ilegal, fez com que ela prometesse duas coisas: “Primeiro, você não contará meu nome a ninguém. Segundo, você fará o que quiser da sua vida.”
‘Organizem-se’
Na década de 1970, Steinem fundou a revista Ms.
