A possível detecção de matéria escura em uma mina de ouro desativada nos Estados Unidos pode ser o primeiro sinal visível de um dos maiores mistérios do Universo.
Apesar da descoberta recente, a busca por respostas para esclarecer a existência desse material já dura quase 100 anos, já que surgiu poucos anos após a teoria do Big Bang.
A matéria comum compõe estrelas, planetas, pessoas e tudo o que podemos ver, mas representa apenas cerca de 5% de toda a matéria do universo.
Acredita-se que o restante seja matéria escura, que não emite nem reflete luz, tornando-a invisível ao olho humano e aos telescópios. Mesmo que não a enxerguem, cientistas estão confiantes de que a matéria escura existe devido aos seus efeitos gravitacionais nas escalas galácticas.
A matéria escura corresponde a cerca de 27% do universo, enquanto o restante seria energia escura, outro mistério a ser descvendado.
Apesar de ser invisível, a matéria escura, assim como a comum, ocupa lugar no espaço e possui massa. Assim, cientistas podem observar como ela interage e influencia a matéria comum ao longo do universo, possibilitando o estudo.
Origem da teoria
Na década de 1930, os astrônomos observaram o que parecia ser uma “matéria ausente” nas galáxias.
O conceito se materializou em 1933, quando o astrônomo suíço Fritz Zwicky publicou um artigo que descrevia uma anomalia observada por ele ao estudar o Aglomerado de Coma.
