Uma supervisora pede a dois funcionários que realizem, individualmente, uma tarefa que requer criatividade, pesquisa e estratégia. Ela disponibiliza a ambos uma ferramenta de inteligência artificial que a empresa acabou de assinar: um modelo de LLM (Large Language Model) que pode agilizar o trabalho.
No dia seguinte, os dois profissionais apresentam os resultados dentro do prazo, auxiliados pela velocidade de busca e processamento de informações da IA. No entanto, enquanto um deles produziu um relatório detalhado, assertivo e com dados corretos, o outro entregou um documento muito mais longo, repleto de pontos irrelevantes à questão e até algumas falsidades que podem comprometer a empresa.
Por que duas pessoas obtêm soluções tão distintas para o mesmo problema, mesmo com o auxílio da mesma ferramenta? Especialistas em psicologia do trabalho atribuem essa diferença a uma habilidade pouco conhecida que será cada vez mais decisiva para o sucesso de carreiras modernas.
“Os sistemas de inteligência artificial generativa de hoje são muito capazes, mas profundamente ignorantes”. A afirmação é de Ricky J. Sethi, professor titular de ciência da computação na Fitchburg State University. “Eles geram respostas sem saber de fato quão certeiras ou confusas elas são, se contêm informações conflitantes ou se uma questão exige atenção especial.”
Esta falha no funcionamento das ferramentas é exatamente o que Sethi e outros pesquisadores estão tentando solucionar.
