A aprovação definitiva pelo Congresso do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos abriu uma divisão até então pouco explícita entre diferentes grupos da mineração brasileira.
De um lado estão algumas das maiores mineradoras instaladas no país, com operações consolidadas principalmente em commodities tradicionais, como minério de ferro, ouro, cobre e outros metais.
Do outro, empresas menores, companhias de pesquisa mineral e as chamadas junior mining companies, muitas delas responsáveis justamente pela nova fronteira de projetos de terras raras, lítio, grafite e outros minerais críticos.
Nos bastidores, representantes dos dois grupos fazem avaliações bastante diferentes sobre o texto aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (2) e enviado à sanção presidencial.
Enquanto entidades que concentram grandes mineradoras classificam a proposta como um avanço e falam no “melhor consenso possível”, associações ligadas a empresas menores afirmam que pontos relevantes permaneceram sem solução e demonstram preocupação principalmente com segurança jurídica, entrada de capital estrangeiro e os poderes que serão exercidos pelo novo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos.
A divisão tem relação, em boa medida, com as diferenças entre os modelos de negócio das empresas.
