A Polícia Civil de Itanhaém (SP) deflagrou a Operação Helmintos na manhã desta quinta-feira, 3. A ação mira quatro homens ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), familiares dos suspeitos e agentes públicos. Segundo a investigação, o grupo movimentou quase R$ 1 bilhão na Baixada Santista.
Os recursos teriam sido usados na compra de imóveis de luxo e no domínio de quiosques na orla de Praia Grande. A polícia identificou uma estrutura para lavar dinheiro obtido com o narcotráfico.
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Os investigados compravam imóveis de luxo por meio de escrituras particulares e procurações. Também teriam controlado concessões de quiosques públicos.
Polícia Civil revela quatro frentes de atuação
A polícia dividiu o esquema em quatro frentes: lavagem de dinheiro no setor imobiliário, controle de quiosques públicos, favorecimento em licitações municipais e apoio financeiro a políticos eleitos. Os investigadores também apuram uma tentativa de ampliar a influência da organização nos poderes Executivo e Legislativo municipais.
A Justiça decretou a prisão temporária de Anderson Roberto Braghine, conhecido como Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne.
Outras seis pessoas são alvo de mandados de busca e apreensão: Andreia dos Santos Ferreira, Marcio de Oliveira Biley, Monica da Costa Ribeiro, Luciene Athaydes Morgado, Tatiana Ferreira dos Santos e Viviane de Camargo.
