O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter e ceder a totalidade de suas cotas e das pertencentes à sua esposa. A decisão foi divulgada através de nota na quinta-feira (3), um dia após a revelação de um contrato de R$ 380 mil entre a instituto com a Prefeitura de São Paulo.
Segundo nota divulgada pelo ministro, as cotas e eventuais valores correspondentes permanecerão integralmente destinados a fins sociais e educacionais, conforme decisão que Mendonça afirma ter tomado e anunciado no início deste ano.
O comunicado também informa que o Instituto Iter será transformado em uma entidade sem fins lucrativos, com atuação exclusivamente educacional e social. De acordo com a nota, Mendonça “jamais auferiu lucro do instituto”.
A decisão de deixar a sociedade teria sido tomada em 2 de setembro de 2026, durante uma conversa do ministro com o presidente do Instituto Iter, Victor Godoy, ex-ministro da Educação do governo Jair Bolsonaro. Mendonça diz que orientou Godoy a adotar as providências necessárias para formalizar a mudança.
Mesmo após deixar a sociedade, o ministro permanecerá ligado ao instituto, mas, segundo a nota, apenas na prestação de serviços acadêmicos, na qualidade de professor.
