O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) protocolou, na noite da última quarta-feira (2), um pedido de impeachment no Senado Federal contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), por possível envolvimento no escândalo do extinto Banco Master.
As solicitações, endereçadas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), falam em “crime de responsabilidade” e “fatos de extrema gravidade”. O candidato também diz que, se as suspeitas forem confirmadas, “podem indicar a existência de uma relação de favorecimento” entre os ministros Toffoli e Moraes com o empresário Vorcaro.
Toffoli deixou a relatoria do caso no começo do ano, após a PF (Polícia Federal) encontrar mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro com menções a supostos pagamentos direcionados ao ministro.
A corporação investiga se a transferência de recursos a Toffoli partiu da empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Banco Master no Tayayá Resort, frequentado pelo ministro e que pertenceu aos irmãos dele.
Um fundo de investimento gerido por uma empresa citada no caso Master investiu R$ 4,3 milhões no resort. Atualmente, a família de Toffoli não está mais no quadro de donos do empreendimento.
Logo após assumir o comando da investigação pelo Supremo, Toffoli viajou para a Final da Libertadores, no Peru, no mesmo jatinho em que estava um dos advogados da defesa do caso do banco.
