O MPF (Ministério Público Federal) denunciou, nesta quarta-feira (2), cinco integrantes de uma quadrilha acusada de tráfico internacional de pessoas, submissão de trabalhadores a condições análogas às de escravo e prática de crimes violentos no Paraná.
Segundo as investigações, a rede utilizava uma casa noturna no município de União da Vitória para a exploração sexual de mulheres estrangeiras. A denúncia foi recebida pela Justiça Federal do Paraná.
A denúncia, decorrente da Operação Labareda, aponta que as vítimas eram recrutadas no Paraguai por meio de falsas promessas de trabalho. Quando chegavam ao Brasil, eram submetidas à exploração sexual, controle por meio de dívidas, cobranças e restrições à liberdade.
Além disso, eram obrigadas a pagar multas abusivas por condutas como recusa de atendimentos, desorganização, discussões ou intenção de deixar o estabelecimento com pouco tempo de atividade.
Segundo o MPF, as multas variavam entre R$ 500 e R$ 5 mil e eram anotadas em cadernos para controle dos criminosos. A denúncia aponta que a penalidade tinha como objetivo dificultar a saída das vítimas da situação de exploração.
O MPF ainda aponta que, após a fuga de uma das mulheres, a quadrilha passou a agir com violência extrema contra as vítimas e testemunhas.
