A reunião de ministros das Relações Exteriores do Mercosul terminou em impasse nesta quarta-feira (2), em Montevidéu, sem acordo sobre a divisão da cota de exportação de carne bovina para a União Europeia (UE). Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai discutiram a repartição de 99 mil toneladas por ano previstas no acordo comercial com o bloco europeu, com tarifa reduzida de 7,5%.
O encontro informal foi convocado pelo Uruguai, presidente temporário do Mercosul, para tentar destravar uma divergência que se arrasta há meses. Segundo o chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, os países compartilharam seus pontos de vista, mas não chegaram a um entendimento.
Lubetkin afirmou que há maior proximidade entre Brasil, Argentina e Uruguai, enquanto o Paraguai mantém diferença relevante em relação à proposta de divisão igualitária de 25% para cada membro do bloco. A posição paraguaia é defendida pelo governo de Santiago Peña e conta com apoio do setor privado do país, que vê potencial de crescimento na participação paraguaia.
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Os demais sócios defendem uma repartição proporcional ao histórico de vendas ao mercado europeu. Esse critério favorece os países com maior participação nas exportações e maior capacidade de produção e embarque. Brasil e Argentina lideram essa posição, com apoio do Uruguai.
