O blockbuster de Christopher Nolan, Odisseia (2026), baseado nos poemas de “Homero”, conta sobre o retorno de Odisseu à sua família e reino após a Guerra de Troia. A história mitológica se passa no final do período conhecido como Idade do Bronze, que já se encontrava em colapso. O principal motivo dessa queda é apontado por uma grande seca nas regiões, mas a causa da falta de água ainda é desconhecida.
Entre as explicações mais aceitas estão as mudanças climáticas e a “aridificação” das regiões do Mediterrâneo, onde o clima se tornou muito seco. Agora, um estudo da Universidade de Estocolmo, na Suécia, publicado na revista Science Advances, aponta que oscilações do Oceano Atlântico podem ter contribuído para intensificar esse processo. O trabalho foi conduzido pelas pesquisadoras Katherine Power e Qiong Zhang, do Departamento de Geografia Física da instituição.
Para quem tem pressa:
Um estudo da Universidade de Estocolmo sugere que mudanças no Oceano Atlântico podem ter intensificado as grandes secas que atingiram o Mediterrâneo Oriental no fim da Idade do Bronze;
A aridificação não afetou todas as regiões da mesma forma: enquanto o Levante ficou mais seco, partes dos Bálcãs e da Anatólia apresentaram aumento da umidade;
Segundo as pesquisadoras, a combinação entre um clima que já estava mais seco e oscilações no Atlântico pode ter transformado uma tendência de aridificação em episódios de seca mais intensos.
