Mais de 200 mil barris radioativos vazados no Atlântico entre 1950 e 1990 estão em estágio avançado de deterioração, a mais de 4.700 metros de profundidade no oceano.
O mapeamento da localização dos barris, realizado por uma equipe de cientistas especializados, constatou que parte do material radioativo já foi derramado diretamente no mar.
Os mergulhos estão sendo realizados para a pesquisada desde junho de 2025 e já confirmam a presença de radionuclídeos, átomos que carregam núcleos instáveis e emitem radiação tentando se tornarem estáveis, que estão em níveis de atividade maiores do que o esperado.
Os cientistas que realizaram o levantamento publicadas pelo CNRS da França coletaram amostras de água, sedimentos e organismos vivos para análise da distribuição e transmissão de radioatividade no meio ambiente.
Por mais que a pesquisa indique que a intensidade da radiação solta no meio ambiente pelos barris seja baixa, ela ainda pode alterar o ambiente para as espécies mais vulneráveis que estão vivendo no fundo do oceano.
A remoção desses recipientes abertos é mais complexa e cara do que o esperado, por isso, até o momento, os pesquisadores estão realizando o mapeamento e o acompanhamento constante.
Costa do Brasil sofre forte erosão com avanço do Atlântico
*Sob supervisão de AR.
