Ao fazer o primeiro pronunciamento institucional do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o Caso Moraes, o presidente da Corte, Edson Fachin, falou sobre agir “no tempo devido” e “sem precipitação”.
Fachin leu o posicionamento durante a abertura de um evento acadêmico no STF. E definiu o “momento de especial gravidade” pelo qual passa a Corte como uma crise de dois polos.
“De um lado, a atuação processual” - disse, se referindo a questionamentos sobre a atuação de André Mendonça, que encomendou diretamente à Polícia Federal o relatório que acabaria detalhando trocas de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes.
“De outro, sérios elementos de fatos que exigem desta Presidência serenidade, responsabilidade e firmeza“, acrescentou.
O dia seguinte da crise no STF foi tema no WW desta quarta-feira (2). Veja os destaques do programa e assista à íntegra da análise:
Lucas de Aragão, cientista político e sócio da Arko Advice: O próximo presidente vai escolher três ou quatro ministros, e isso vai direcionar esse cabo de guerra que temos visto dentro do STF, que está em um labirinto absolutamente difícil de sair - e no qual se enfiou. Cada um tem uma motivação, um medo ou um argumento, e me parece pouco provável que no curto e no médio prazo a Corte consiga entregar uma resposta para a sociedade.
Daniel Rittner, diretor editorial da CNN em Brasília: Há um clima de pizza começando a assar em Brasília.
