O planeta deve ultrapassar o limite de 1,5°C de aquecimento nos próximos anos, informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quarta-feira (2). Diante do cenário, especialistas afirmam que eventos extremos, como secas históricas, chuvas intensas, ondas de calor e perdas agrícolas, tendem a se tornar mais frequentes. A avaliação foi apresentada em meio a alertas sobre os custos econômicos e ambientais do avanço da temperatura global.
Durante evento promovido pelo Instituto Clima e Sociedade, a presidente do Comitê Diretor do Sistema Global de Observação do Clima (GCOS), da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Thelma Krug, afirmou que a dimensão e a duração do aquecimento vão determinar o tamanho dos impactos sobre a sociedade e o meio ambiente.
Segundo Thelma, a temperatura global já está cerca de 1,37°C acima dos níveis pré-industriais, com avanço aproximado de 0,26°C por década. Ela afirmou que, mantido o ritmo atual de emissões, haveria três ou quatro anos para limitar o aquecimento.
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O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), André Guimarães, defendeu medidas urgentes para reduzir a queima de combustíveis fósseis, interromper a conversão de florestas e mudar a relação com a natureza.
