A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nesta quarta-feira (2) o arquivamento de denúncias feitas por Daniel Vorcaro em depoimento ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). A oitiva ocorreu na semana passada, após um pedido da defesa do ex-banqueiro, e foi realizada sem a presença da PF (Polícia Federal).
Segundo o gabinete de Mendonça, os advogados de Vorcaro alegaram que ele vinha sofrendo “graves intimidações”.
Após o depoimento, Mendonça encaminhou o caso à PGR para que o órgão avaliasse se havia elementos que justificassem novas providências.
Na manifestação enviada ao Supremo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Vorcaro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que sustentassem as acusações.
“Do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas”, afirmou.
Gonet também mencionou uma tentativa anterior de Vorcaro de fechar um acordo de colaboração premiada. Segundo a PGR, a proposta já havia sido rejeitada pela autoridade policial por não trazer informações inéditas. O próprio Ministério Público também recusou o acordo ao considerar frágil o conteúdo apresentado pelo ex-banqueiro.
