O coordenador nacional da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), seu colega de Senado Rogério Marinho (PL-RN), foi ao front de batalha nesta quarta-feira (2) contra o texto do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do fim da escala trabalhista 6×1. Enquanto isso, o candidato à Presidência deixou o tema de fora de foco ao longo do dia.
Além de articulações nas últimas semanas, Rogério Marinho buscou postergar o quanto pôde com recursos regimentais a votação do texto governista na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, onde foi aprovado. Na análise, votou contra a proposta assim como Tereza Cristina (PP-MS), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Agora, o próximo passo é a votação no plenário da Casa. O governo quer acabar de votar o texto de imediato. No entanto, há dúvidas quanto a uma votação ainda antes do primeiro turno eleitoral - o que a oposição busca impedir para evitar dar uma vitória de proposta de forte apelo popular a Lula. Ao fim, o ritmo dado dependerá muito também do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Marinho é o autor do texto alternativo apresentado pela oposição que permite que o trabalhador opte entre o regime previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) ou um modelo baseado em horas trabalhadas, com maior liberdade contratual entre empregado e empregador.
