O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta 4ª feira (2.set.2026) que o governo trabalha para apresentar ainda em 2026 uma definição sobre a retomada das obras de Angra 3. A decisão caberá ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética).
“Esse ano, sim. Eu não digo o plano, mas esse ano pode sair”, declarou ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma decisão em relação à retomada da construção.
As obras da usina começaram na década de 1980 e passaram por sucessivas interrupções. A construção está paralisada desde 2015, com 66% dela concluída. Aproximadamente R$ 12 bilhões já foram investidos. Estudo atualizado do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estima em R$ 23,9 bilhões o custo necessário para finalizar o projeto.
O abandono da usina custaria de R$ 22 bilhões a R$ 25,97 bilhões, considerando dívidas, rescisões contratuais, desmobilização e perda dos recursos já aplicados. Enquanto não há uma definição, a Eletronuclear desembolsa cerca de R$ 1 bilhão por ano para pagar financiamentos e conservar equipamentos e estruturas. Em 26 de agosto, o TCU (Tribunal de Constas da União) abriu um procedimento para apurar informações e produzir informações sobre o futuro do projeto.
Silveira disse que o governo pretende avançar com Angra 3 e modernizar a Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares brasileiras.
