Os juros futuros negociados na B3 encerraram esta quarta-feira (2) em queda firme, acompanhando o desempenho de outros ativos domésticos. O movimento foi sustentado pela combinação entre a leitura do mercado sobre o cenário eleitoral e a percepção de desaceleração mais consistente da atividade econômica. Na avaliação de agentes, esse quadro reforçou apostas de continuidade na calibração da taxa Selic pelo Banco Central.
Ao fim da sessão, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu para 13,575%, ante 13,586% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,114% para 13,95%. Já o contrato para janeiro de 2031 passou de 14,403% para 14,200%.
No campo econômico, o mercado repercutiu a leitura de enfraquecimento da atividade. Após o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre mostrar retração de 0,4% no consumo das famílias, a produção industrial de julho avançou 0,2% ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mediana das projeções do mercado apontava alta de 0,5%.
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Na frente política, investidores reagiram à pesquisa Quaest divulgada no fim da manhã.
