O Google escapou nesta quarta-feira (2) de uma possível divisão em sua unidade de publicidade. Essa é a terceira vez nos últimos anos que autoridades antitruste dos Estados Unidos tentaram forçar o rompimento de uma grande empresa de tecnologia e perderam.
A juíza americana Leonie Brinkema, de Alexandria, Virgínia, se recusou a obrigar o Google a vender o AdX, plataforma na qual os editores pagam uma taxa de 20% para vender anúncios em leilões instantâneos quando os usuários carregam os sites. O Departamento de Justiça argumentou que a big tech não era confiável para administrar a plataforma de publicidade online, após Brinkema ter decidido que a empresa havia sufocado ilegalmente a concorrência.
A juíza aceitou as medidas comportamentais. Ela divulgará uma decisão detalhada em 14 dias, para dar tempo de redigir as informações confidenciais. O Google havia proposto soluções, incluindo o fornecimento de acesso em tempo real aos lances dos concorrentes.
A decisão alimentou questionamentos sobre se os tribunais estão à altura da tarefa de controlar o poder sem precedentes da indústria de tecnologia sobre a economia dos EUA e sobre o futuro de uma repressão iniciada durante o primeiro mandato do presidente Donald Trump.
Processos contra a Amazon e Apple envolvendo os mercados de smartphones e varejo online ainda não foram a julgamento.
