O comércio exterior brasileiro enfrenta pressão sobre custos de transporte diante de um cenário internacional marcado por conflitos geopolíticos, tarifas, oscilações no preço do petróleo e eventos climáticos.
O impacto sobre as cadeias de fornecimento foi discutido por executivos durante o Comex Tech Forum 2026, evento realizado nesta quarta-feira (2), em São Paulo, que reúne empresas e especialistas para discutir tecnologia, inovação e comércio exterior.
Segundo Carlos Ralph, sócio-proprietário da CSS, empresa de logística, o frete marítimo entre China e Brasil chegou à casa de US$ 10 mil, enquanto, em condições consideradas normais por ele, o valor ficaria entre US$ 2 mil e US$ 3 mil.
Ralph citou diferentes fatores para explicar a pressão sobre os preços.
Um deles é a situação geopolítica. Segundo o executivo, conflitos têm provocado desvios de rotas de navios, aumentando o tempo de trânsito e os custos das operações.
Outro fator é o preço do petróleo. A alta do barril afeta o chamado bunker, combustível utilizado pelos navios, elevando os custos do transporte marítimo.
O executivo também citou impactos provocados por eventos climáticos. Segundo ele, um tufão recente na China levou ao fechamento de portos de Xangai e Shenzhen e provocou acúmulo de mercadorias, aumentando a pressão sobre os preços dos fretes.
Outro mecanismo citado foi o chamado blank sailing, quando uma companhia marítima cancela ou omite uma escala programada.
