Matéria escura é o nome de uma série do Apple TV, mas também é um dos maiores mistérios da ciência na atualidade. E um grupo de cientistas está a um passo de conseguir provar sua existência depois que um experimento detectou um único sinal suspeito, quando o sensor flagrou uma interação rara entre uma partícula comum e uma partícula massiva de interação fraca, também conhecida pela sigla WIMP.
De acordo com as teorias atuais, a matéria escura representa cerca de 85% da massa do universo, mas a sua composição ainda é um verdadeiro quebra-cabeça para a física. Como não interage com a luz ou qualquer radiação eletromagnética, os cientistas sabem que ela não é composta de elétrons, prótons ou nêutrons. Essa ausência total de interação impulsiona a busca por novos elementos além dos limites do Modelo Padrão da Física de Partículas, em uma jornada que acumulou apenas frustrações até o momento.
Esse cenário começou a mudar com a análise minuciosa de dados do LUX-ZEPLIN, um detector gigante que fica a mais de um quilômetro de profundidade na Instalação de Pesquisa Subterrânea de Sanford, nos Estados Unidos, e usa dez toneladas de xenônio líquido ultrapuro para captar anomalias. O equipamento registrou uma interação isolada impossível de ser explicada pelos simples sinais de ruído emitidos pela matéria normal.Clique aqui para ler mais
