A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) disse, nesta 4ª feira (2.set.2026), estar preocupada com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que põe fim à escala 6 X 1. Defendeu a preservação da negociação coletiva como instrumento para a definição das jornadas e escalas de trabalho.
A declaração da Fiemg veio depois de a CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovar a PEC que acaba com a escala. A expectativa é de que a proposta seja votada em plenário ainda nesta 4ª feira (2.set).
Para a entidade, a negociação coletiva “deveria ser respeitada para permitir que empresas e trabalhadores construam soluções adequadas às características de cada setor e atividade”. Também defendeu a manutenção de diferentes modelos de escala de trabalho, considerando as necessidades específicas de cada segmento.
“A jornada de trabalho precisa considerar a realidade de cada setor e, muitas vezes, de cada empresa. Não existe uma única escala que atenda de forma adequada a todas as atividades produtivas. Por isso, é importante que a organização da jornada seja construída por meio da negociação coletiva”, declarou Fernanda Ribas, gerente trabalhista da Fiemg.
Ela afirmou que a entidade defende o diálogo e o equilíbrio. “É possível discutir melhorias nas condições de trabalho e qualidade de vida sem retirar de empresas e trabalhadores a possibilidade de construir, por meio da negociação coletiva, a jornada mais adequada para cada realidade”, declarou.
