As taxas dos DIs fecharam a quarta-feira (2) com baixas firmes em toda a curva, após uma nova pesquisa eleitoral indicar redução numérica da distância entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.
Pela manhã, números da indústria também trouxeram um viés de baixa para as taxas, ao reforçarem a percepção de desaceleração da economia brasileira.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,675%, com baixa de 8 pontos-base ante o ajuste de 13,751% da sessão anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,385%, com recuo de 13 pontos-base ante 14,511%.
Divulgada no meio da manhã, a nova pesquisa Quaest revelou que Lula tem 42% das intenções de voto no segundo turno da disputa pelo Planalto, contra 41% de Flávio Bolsonaro, em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Numericamente a distância entre os dois diminuiu de 3 pontos percentuais na pesquisa anterior para 1 ponto agora.
No primeiro turno, Lula tem 37%, Flávio soma 29% e Augusto Cury (Avante) aparece com 10%.
Logo após a divulgação da pesquisa, as taxas dos DIs renovaram mínimas sequenciais, assim como o dólar ante o real, enquanto o Ibovespa atingiu máximas, em uma reação positiva dos agentes.
