O desempenho da Nvidia ganha importância para o mercado financeiro e para a tese de crescimento da IA.
Além de superar as expectativas dos investidores, a companhia mantém margens elevadas, o que amplia sua capacidade de absorver eventuais aumentos de custos antes que eles pressionem os resultados. No resultado mais recente, divulgado em agosto, a empresa registrou margem bruta de 75%.
O movimento das ações também mostra como a diferença entre expectativa e realidade pode influenciar os mercados.
Segundo Thiago Godoy, apresentador do Resenha do Dinheiro, os investidores já esperavam uma oscilação significativa dos papéis, mas o resultado acabou surpreendendo positivamente.
Um dos principais pontos do desempenho da companhia é a margem apresentada, avalia Marilia Fontes, economista e sócia-fundadora da Nord Investimentos.
A capacidade de entregar lucro e crescimento é um dos fatores que sustentam a valorização das empresas ligadas à inteligência artificial.
“É realmente uma empresa que, a cada resultado, surpreende, bate as expectativas e entrega guidance. Além disso, é uma das empresas mais importantes do S&P 500 e de toda essa onda de IA”, destaca Marilia.
A avaliação também reforça uma diferença entre o atual ciclo de valorização das empresas de tecnologia e a bolha das empresas ‘pontocom’, em 2000.
