O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) defendeu nesta 4ª feira (2.set.2026) o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal em casos em que fiquem comprovadas “infrações sérias”. A declaração foi feita durante sua visita à Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), em Belo Horizonte.
O posicionamento do pré-candidato ocorreu um dia depois de o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo de relatório da Polícia Federal que registrou entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. As conversas abordavam uma potencial operação policial contra o empresário, que acabou preso 2 dias depois.
Sem citar Moraes nominalmente, Cury afirmou que a constatação de erros na conduta de magistrados deve resultar em renúncia ou perda de cargo. “Se tiver comprovado, se cometeu infração séria, tem que ter renúncia, claro. Tem que haver impeachment. Mas não adianta só reformas pontuais. Nós precisamos fazer reformas nos fundamentos da Justiça”, declarou.
Entre as mudanças estruturais sugeridas para o Supremo, Cury defendeu a fixação de mandatos de 8 anos para os ministros. Atualmente, os integrantes da Corte não têm prazo determinado de permanência e deixam o tribunal ao atingirem a idade limite de 75 anos.
No âmbito da reforma política, o candidato afirmou ser a favor do fim do sistema parlamentarista, no qual um primeiro-ministro assumiria a gestão do país.
