A expectativa de aumento na oferta tem pressionado as cotações futuras do cacau na Bolsa de Nova York. Na sessão desta quarta-feira (02), o vencimento para dezembro fechou o dia negociado a US$ 6.273 por tonelada e com queda de 4,54%.
Os preços da commodity registram queda pelo segundo dia consecutivo, após registraram ganhos expressivos na semana anterior. De acordo com o Barchart, a queda foi impulsionada após a Barry Callebaut AG, maior processadora de cacau do mundo, afirmar que o mercado global está bem abastecido, o que o torna mais preparado para gerenciar riscos do que durante o evento climático El Niño.
O mercado segue acompanhando o aumento da oferta de cacau da Costa do Marfim, sendo um dos maiores produtores mundiais. Os dados divulgados nesta terça-feira, mostram que os agricultores enviaram 2,14 milhões de toneladas de cacau para os portos, um aumento de 19% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os preços futuros do café arábica atingiram a mínima dos últimos cinco meses nesta sessão. O contrato para entrega em dezembro finalizou o dia com desvalorização de 3,67% e precificado em U$S 2,98 por libra-peso.
O Barchart apontou ainda que as cotações do grão caíram acentuadamente devido à perspectiva de que a safra de café do Brasil. Com o andamento da colheita, a maioria dos armazéns não está mais aceitando novos carregamentos de café.
