Um projeto de conservação em Caracaraí, em Roraima, adotou o mercado de carbono como alternativa para manter 14 mil hectares de floresta nativa e gerar receita ao proprietário da área. A iniciativa foi estruturada pela empresa de descarbonização ZEG (Zero Emission Goal) e incluiu certificação dos estoques de carbono, monitoramento tecnológico e ações com comunidades do entorno.
A área pertence a um produtor rural de soja de Goiás que havia solicitado autorização para desmate legal. Segundo a ZEG, o imóvel está em bioma amazônico e, com a conclusão do zoneamento ecológico-econômico de Roraima em 2022, o proprietário passou a ter direito de converter metade da área para o plantio de soja.
A proposta apresentada ao produtor incluiu investimentos em monitoramento e prevenção de incêndios, programa socioambiental voltado a comunidades coletoras de castanha-do-Pará e estruturação do processo de certificação dos estoques de carbono. Também foi feito um trabalho de segurança jurídica com remontagem da cadeia dominial da propriedade. O contrato prevê cessão do direito real de superfície por 40 anos para a comercialização dos estoques de carbono.
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Na operação de campo, a área recebeu uma torre de 60 metros com câmera conectada a sistema de inteligência artificial para identificação de focos de incêndio.
