O Google escapou de mais um pedido de fragmentação do próprio conglomerado por uma decisão judicial nos Estados Unidos. Desta vez, a empresa evitou que um processo levasse a empresa a vender a divisão de anúncios digitais.
O caso envolve uma acusação de que o Google era um monopólio no setor de publicidade digital e teve o veredito estabelecido em 2025. Segundo a juíza distrital Leonie Brinkema, do estado da Virgínia, a companhia de fato tinha práticas anticompetitivas de mercado para prejudicar concorrentes.
Porém, a juíza recusou o principal pedido de penalização do Departamento de Justiça, que era de obrigar a fragmentação do setor, ou seja, a venda de ao menos uma das plataformas ou ferramentas de publicidade da empresa.
"Estamos muito satisfeitos que o tribunal tenha rejeitado a proposta do Departamento de Justiça de desmembrar ferramentas que ajudam pequenas empresas a alcançar novos clientes e a crescer", disse em nota oficial a vice-presidente de assuntos regulatórios do Google, Lee-Anne Mulholland.
No lugar, o Google terá que tomar outras atitudes para auxiliar no "restabelecimento da competição" nesse mercado. As propostas ainda não foram detalhadas, mas devem envolver compartilhamento de dados com rivais e restrição em uso casado de ferramentas da própria companhia.
