BRASIL - O Brasil registrou, no primeiro semestre de 2026, o maior número de pessoas desaparecidas da última década. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, foram 43.910 registros entre janeiro e junho deste ano, contra 35.663 no mesmo período de 2016. O crescimento foi de 23%.
A média nacional passou de 196 desaparecimentos por dia em 2016 para 242 casos diários em 2026. O volume representa aproximadamente 10 pessoas desaparecidas por hora no país.
Os dados mostram ainda que três em cada dez pessoas desaparecidas têm entre 0 e 17 anos, reforçando a preocupação com crianças e adolescentes.
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Pessoas desaparecidas: São Paulo lidera em números absolutos
Em números absolutos, São Paulo concentrou o maior volume de registros de pessoas desaparecidas no primeiro semestre de 2026, com 10.414 casos.
Na sequência aparecem:
Minas Gerais: 4.864 registros;
Rio Grande do Sul: 4.037 registros;
Rio de Janeiro: 3.364 registros;
Paraná: 3.054 registros.
Quando analisado o número proporcional à população, o destaque muda para o Distrito Federal, que lidera o ranking nacional com 65,89 casos por 100 mil habitantes.
A taxa do DF é quase o dobro da média brasileira, calculada em 35,14 casos por 100 mil habitantes.
Também aparecem entre as maiores taxas:
Rio Grande do Sul: 61,61 casos por 100 mil habitantes;
Amapá: 56,09;
Roraima: 55,41;
Rondônia: 48,87.
