O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca ampliar a cooperação tecnológica com a China por meio da integração à Waico (Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial), com sede em Pequim, mas reforça que a parceria não decorre de alinhamento político. O embaixador Eugênio Vargas Garcia, diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Propriedade Intelectual do Itamaraty, disse nesta 4ª feira (2.set.2026) que a soberania digital do país é uma das prioridades do país.
“O alinhamento [à China] não foi, não é, e não será o objetivo brasileiro ao aderir ao Waico […] Estamos colocando em prática o conceito de soberania digital que tem sido muito discutido, inclusive dentro do governo. O nosso entendimento é que é um processo contínuo de desenvolvimento de capacidades e diminuição de dependências para atingir níveis mais elevados de autonomia tecnológica”, afirmou durante participação em webinar do CEBC (Conselho Empresarial Brasil-China).
Segundo Garcia, a estratégia brasileira é diversificar parceiros e fornecedores para reduzir dependências e aumentar a autonomia tecnológica do país. A aproximação com a China, de acordo com o diplomata, é parte da estratégia de soberania digital do Brasil, baseada no desenvolvimento de capacidades nacionais e na redução de vulnerabilidades tecnológicas.
A cooperação internacional, nesse modelo, serviria para acelerar o acesso a tecnologias de ponta sem criar dependência de um único país ou fornecedor.
