A eficiência cardiovascular, o metabolismo e até a taxa de glicose no sangue são influenciados por um grupo muscular que muitos negligenciam: a panturrilha. Há anos, cientistas medem o potencial dos músculos desta região para promover a metabolização de gordura e glicose, fortalecer o sistema cardiovascular e aumentar o tempo de vida.
A relação entre a panturrilha e a saúde cardíaca é tão conhecida que muitos passaram a chamar a região de “segundo coração”. E, assim como no músculo cardíaco, a força dos tecidos nessa área também afeta a circulação.
“A nossa ‘batata da perna’ tem a função de auxiliar o retorno do sangue que já circulou pelo corpo, chamado de sangue venoso, para o coração”, diz o cardiologista Fábio Lordelo. “Imagine a força intensa da luta da panturrilha contra a gravidade para jogar esse sangue todo de volta. É aí que entra a atividade física“.
Em 2025, um ensaio no periódico Sports sugeriu benefícios importantes a indivíduos pré-diabéticos que fazem exercícios de panturrilha. Após uma série de elevações de calcanhar sem carga, os participantes apresentaram elevação glicêmica 32% menor que no estado sedentário.
O mesmo exercício foi usado para estimular o músculo mais profundo da panturrilha, o sóleo, por pesquisadores da Universidade de Houston em 2022. Além de dobrar a taxa de metabolismo do chamado “colesterol ruim” (VLDL), o treino feito em jejum reduziu o excesso de insulina no sangue em 60%.
