O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um procedimento para apurar uma possível cobrança indevida feita pela Caixa Econômica Federal ao Corinthians no financiamento da Neo Química Arena.
A investigação foi aberta após o órgão receber uma representação que aponta divergências de aproximadamente R$ 255,75 milhões nos cálculos relacionados à dívida do estádio alvinegro.
A apuração está sob responsabilidade do promotor Cássio Roberto Conserino, que determinou a realização de uma perícia técnica para verificar a consistência dos valores cobrados. Neste momento, o procedimento tem caráter administrativo e não criminal, mas poderá servir de base para eventuais desdobramentos futuros caso sejam constatadas irregularidades.
O documento que motivou a investigação foi elaborado a partir da análise de informações públicas referentes ao financiamento da Arena. Segundo o autor da representação, Anísio Costa Castelo Branco, que se apresenta como perito criminal investigador, haveria inconsistências nos cálculos apresentados pela instituição financeira durante a cobrança judicial da dívida, especialmente em relação à evolução do saldo devedor e à aplicação de encargos contratuais.
(Foto: José Manoel Idalgo/Corinthians)
Em entrevista à Record, o promotor Cássio Conserino falou sobre o caso. Segundo ele, as taxas encontradas variavam entre 19% e quase 450% ao mês, sem um critério uniforme.
